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domingo, 11 de maio de 2008

Tinha medo do filme dos Simpsons ser apenas mais um episódio da série. Talvez essa tenha sido a principal razão para não vê-lo no cinema. Mas é um ótimo episódio, provavelemente um dos melhores episódios de um dos melhores seriados de todos os tempos.

E por que a nota não é assim tão alta?

Gostei do filme enquanto via, mas algo me incomodava. Descobri então o problema, e ele é bem óbvio.

Os Simpsons está sendo exibido na TV desde 1989, são quase vinte anos de seriado, quase vinte anos com os mesmos personagens, as mesmas situações, a mesma cidade, o mesmo tipo de humor. É bem difícil criar algo novo e surpreendente nessas condições. Por melhores que sejam as piadas, elas dificilmente te surpreendem.

É por isso que atualmente prefiro south park aos Simpsons.

Os Simpsons deveria renascer. Como eles começaram em 1989, a trama poderia se passar agora em 2008 com Bart e Lisa já com quase trinta anos, o vovô já morto, o Homer indo sempre parar em hospitais, com menções ocasionais a personagens secundários, novos personagens, estas coisas.

Allen também anda se repetindo, todos sabem. Lançou sua vigésima-nona adaptação de Crime e Castigo. Por mim tudo bem, pois Allen é bom pracarái e mesmo um de seus piores filmes está acima da média. O problema não é que ele repita os temas, pois como ele lança um trabalho novo a cada ano ele se repete bem menos que um seriado semanal. O problema é do filme mesmo, há algo de relapso nele, como se Allen tivesse com pressa de concluí-lo logo e começar algo novo. Mas a trama é legal.

Não sei como concluir esse texto, então digo apenas que se o campeonato brasileiro terminasse agora o Cruzeiro dividiria o título com o Coritiba. Até mais, abraços.

domingo, 4 de maio de 2008

Algumas poucas palavras sobre os filmes ao lado:

Eastern Promises – Uma história péssima e muito bem dirigida.

Michael Clayton – Quando lançaram “O pianista” fiquei com preguiça de assisti-lo. Alguns críticos diziam ser “apenas mais um filme sobre o holocausto”. Eu também já havia me enchido de filmes sobre o holocausto e filmes que te faz sentir impotente e com raiva. Assisti quando ele já estava quase saindo de cartaz e gostei um tantão. Uma ótima experiência essa de ver suas baixas expectativas frustradas. Foi o mesmo que ocorreu com este. Ir para o cinema esperando apenas ver um filme-de-pequenas-pessoas-lutando-contra-grandes-empresas e acabar vendo um filme adulto sobre a básica luta entre o bem e o mal foi legal. Talvez tenha gostado mais do que ele mereça, mas certamente não é um filminho qualquer.

Não estou aqui – É tipo um clip grande fantasiado de filme. Mas como é um clip gigante de Bob Dylan a gente perdoa.

O Triunfo da Vontade. A melhor filmagem de parada militar de todos os tempos. Mas ainda assim uma filmagem de parada militar.

Paranoid Park – Já escrevi em algum lugar por aqui. Procurem, seus vagabundos!

La Môme – Ah sei lá. Não curti não. As músicas delas são legais de se ouvir por uns dez minutos. Depois me cansa. E não me simpatizei muito com a pessoa também não. Outra coisa que não entendo é enfeiar uma atriz bonita para fazer papel de uma feia. Por que não escolher já uma atriz feia? Sei lá, mas impliquei com isso também.

XXY – Tem bons momentos, principalmente quando o tema central ainda não foi apresentado. É como o Paranoid Park, não fosse o tema central, o filme seria muito mais legal.

A caça ao leão com arco – Caramba! Tem uma cena em que os africanos matam uma hiena junto a um rio. A flecha envenenada atinge a hiena, ela dá uma última olhada no rio, desviando seu olhar dos africanos. Ela parecia saber que ia morrer e se despedia da vida, contrariada, mas resignada, muito sinistro, me arrepio de lembrar. O leão morrendo também é uma cena e tanto. Lembra a aventura final de Crusoé, quando ele viaja à noite por uma Europa infestada de lobos. Quando os homens lutam contra animais não dá para deixar de perceber o quão sobrenatural é a inteligência humana. E, poxa, quem é que nunca sonhou em caçar leões com arco e flecha? Merecia uma nota melhor.

Once – Muito Coldplay para o meu gosto.

Todos contra Zucker – Esperava ver uma espécie de filme menor de Allen e acabei vendo um filme brasileiro falado em alemão. Me fez lembrar o Mainardi, quando disse “Eu sempre digo que o Brasil é o país do futuro. A gente não vai melhorar. São os outros que vão piorar.”