quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Dr. Strangelove: or how i learned stop worrying and love the bomb


Cotação \/\/\/\/

Pontos positivos, sem spoilers :
Peter Sellers, especialmente como dr. Strangelove, alguma das piadas, roteiro envolvente, diversão.

Ponto negativo seguido de toda uma discussão pseudo e afetada, sem spoiler:

Já se disse (não lembro quem) que vivemos uma época especialmente cômica. Nossos melhores escritores e cineastas têm, ao menos, uma forte veia cômica. Conseqüência natural da diminuição do homem.

Ao mesmo tempo, porém, recusamo-nos a aceitar isso. A comédia quase sempre tem um lugar discreto no cânone.

Por que valoriza-se mais o drama e a tragédia que a comédia? Por que isso ocorre, mesmo em nossa época essencialmente cômica? Por que, entre os autores do cânone, há pouco espaço para os cômicos?

Cr5eio que vários fatores dão a resposta. Mas uma dessas respostas me interessa em especial aqui. É difícil introduzir os tais “ossos” universais na comédia. É bem mais comum fazer comédia com a sua época ou seus conterrâneos. Temas universais não são cômicos. Logo, falta a comédia esse caráter universal e atemporal tão almejado pelos artistas.

Esse é o principal defeito de Dr. Strangelove. Ele envelheceu mal. Ainda continua engraçado, mas apenas porque a guerra fria não está tão distante de nós. Fora desse contexto o filme perde sua força. E depois desses quarenta e tantos anos, ele já perdeu algo.

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